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PMs são denunciados por crimes graves e ligação com ex-ministra em esquema de corrupção

Nove policiais militares de Belford Roxo foram presos por corrupção e extorsão, comprometendo a segurança pública na região.

PMs acusados pelo MP de atuar como seguranças privados durante o expediente em Belford Roxo (Foto: Reprodução/Ministério Público)
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  • Nove policiais militares de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, foram presos em uma operação do Ministério Público (MP) por corrupção e extorsão.
  • Dois PMs continuam foragidos. As investigações indicam que os policiais atuavam como seguranças privados e mantinham acordos com milicianos.
  • Os crimes ocorreram entre 2021 e 2024, enquanto os acusados estavam no 39º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
  • Durante a operação, foram apreendidos doze celulares, munições e uma pequena quantidade de drogas.
  • A Polícia Militar afirmou que não tolera desvios de conduta e que a Corregedoria acompanha as investigações.

Onze policiais militares de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, foram acusados pelo Ministério Público (MP) de corrupção e extorsão. A operação, realizada na terça-feira (1º), resultou na prisão de nove PMs, enquanto dois permanecem foragidos. As investigações revelam que os agentes atuavam como seguranças privados, mantendo acordos com milicianos e extorquindo comerciantes.

Os crimes ocorreram entre 2021 e 2024, enquanto os acusados estavam lotados no 39º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Os PMs cobravam mensalmente por serviços de segurança, referindo-se aos comerciantes como “padrinhos”. A relação entre os policiais e os comerciantes criava uma dependência econômica, comprometendo a integridade da segurança pública.

Detalhes da Operação

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e apreendidos doze celulares, munições e uma pequena quantidade de drogas. O promotor de Justiça Fabio Corrêa, do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), destacou que o esquema prejudicou a eficácia da segurança pública, colocando em risco a proteção da população.

Entre os detidos, está Rafael da Fonseca Carvalho, que atuou como segurança da deputada federal Daniela do Waguinho até 2024. A investigação revelou que os PMs mantinham contato com milicianos, recebendo propinas para garantir a impunidade de ações criminosas. Conversas interceptadas mostram que os policiais cobravam valores em troca de segurança, ameaçando comerciantes que se recusavam a pagar.

Resposta da Polícia Militar

A Polícia Militar afirmou que não tolera desvios de conduta e que a Corregedoria acompanha as investigações. Em resposta aos casos de corrupção, a corporação implementou um Plano de Integridade para combater fraudes entre seus agentes. A atuação dos policiais, que deveriam proteger a população, foi transformada em um esquema de venda de segurança, comprometendo a confiança da sociedade na instituição.

As investigações continuam, e o MP busca responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso. A situação em Belford Roxo levanta preocupações sobre a integridade das forças de segurança e a necessidade de medidas eficazes para restaurar a confiança da população.

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