- O Rio Negro em Manaus atingiu 29,04 metros, o maior nível para este período desde 2014.
- A cheia afeta 40 dos 62 municípios do Amazonas, impactando mais de 530 mil pessoas.
- Chuvas recentes e o represamento no Rio Solimões são as principais causas da situação.
- O Serviço Geológico do Brasil (SGB) não prevê que o nível chegue à marca histórica de 30,02 metros, registrada em 2021.
- O governo do Amazonas já enviou apoio a municípios afetados e a prefeitura de Manaus intensificou ações emergenciais, incluindo a construção de pontes provisórias e a entrega de cestas básicas.
O Rio Negro em Manaus atingiu 29,04 metros na sexta-feira (4), um nível que não era registrado nessa época do ano desde 2014. A cheia atual já afeta 40 dos 62 municípios do Amazonas, impactando mais de 530 mil pessoas. As chuvas recentes e o represamento no Rio Solimões são os principais fatores que contribuem para essa situação.
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) afirma que, apesar da elevação, o Rio Negro não deve alcançar a marca histórica de 30,02 metros, registrada em 2021. As chuvas que ocorreram nos últimos dias em Manaus e em outras cidades da região influenciaram diretamente o aumento das águas. Além da capital, cidades como Itacoatiara e Manacapuru também apresentam níveis elevados nos rios.
Causas da Cheia
A pesquisadora em Geociências e superintendente regional do SGB, Jussara Cury, explica que a cheia prolongada é resultado do acúmulo de chuvas na parte norte da bacia amazônica e do represamento causado pelo Rio Solimões. “Esse volume de água está sendo represado pelos níveis ainda altos do Solimões, dificultando o escoamento do Rio Negro”, detalhou.
A situação é preocupante, com 133.711 famílias afetadas, conforme o último boletim do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O governo do Amazonas já enviou apoio a municípios como Humaitá, Manicoré e Apuí. Em Manaus, a prefeitura intensificou ações emergenciais, construindo mais de 800 metros de pontes provisórias em áreas críticas.
Medidas de Apoio
As ações incluem a entrega de cestas básicas, kits de higiene e água potável, com previsão de distribuição na próxima semana. A Defesa Civil de Manaus garante que não será necessário deslocar moradores, pois as estruturas emergenciais oferecem segurança. A prefeitura também monitora as áreas rurais e planeja a entrega de 15 mil moradias nos próximos quatro anos.
Com o aumento das chuvas, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana já recolheu 2.559 toneladas de lixo e implementou ecobarreiras para evitar a poluição dos igarapés e do Rio Negro. A assistência social continua com a entrega de alimentos e itens essenciais para famílias em situação de vulnerabilidade. A Defesa Civil estadual mantém o monitoramento contínuo dos rios, com a população podendo acionar o órgão em caso de emergência.
Entre na conversa da comunidade