- A antropóloga espanhola Isabel Bueno recebeu autorização para estudar o Mapa de Popotla, um códice mexicano que a interessa desde 2010.
- A comunicação sobre a autorização chegou enquanto ela estava na Índia, e ela viajou para a Cidade do México para iniciar as análises.
- A equipe de Bueno, composta por especialistas mexicanos, trabalha na Biblioteca Nacional do Instituto Nacional de Antropologia e História.
- As investigações revelaram que o Mapa de Popotla faz parte de uma tradição cartográfica indígena e documentaram pelo menos três versões diferentes do códice.
- Descobertas preliminares indicam que o códice pode ter uma orientação diferente da tradicional, o que altera a interpretação das rotas e assentamentos representados.
Isabel Bueno, antropóloga espanhola, recebeu recentemente a autorização para estudar o Mapa de Popotla, um códice mexicano que a fascina desde 2010. A comunicação chegou enquanto ela estava na Índia, e a pesquisadora não hesitou em viajar para Cidade do México para iniciar suas análises.
A equipe de Bueno, composta por especialistas mexicanos, está trabalhando na Biblioteca Nacional do Instituto Nacional de Antropologia e História. O códice, feito em pele animal, é considerado um enigma por muitos estudiosos. A antropóloga, que se especializa em temas de guerra, se sentiu motivada a desvendar os mistérios do documento, que não possui pesquisas aprofundadas desde uma descrição feita por Alfonso Caso em 1947.
As investigações começaram a revelar novos dados sobre o códice. Técnicas modernas, como análises microquímicas e estudos codicológicos, estão sendo utilizadas para entender melhor os materiais e a fabricação do documento. Bueno destaca que a datação e o tipo de pele são cruciais para compreender a origem do códice, que pode ter sido utilizado durante um período de 300 anos.
Novas Descobertas
Os pesquisadores descobriram que o Mapa de Popotla faz parte de uma tradição cartográfica indígena do centro do México. Inicialmente, acreditava-se que existia apenas uma versão do códice, mas as análises de Bueno documentaram pelo menos três versões diferentes. Isso inclui uma cópia em papel semitransparente de 1720 e outra em papel vegetal, possivelmente criada na década de 1940.
Um dos achados mais intrigantes foi a orientação do mapa. A disposição dos elementos sugere que o códice pode ter sido concebido com uma orientação diferente da tradicional, o que altera a interpretação das rotas e assentamentos representados. Além disso, o calco de 1720 parece ter sido feito a partir de um exemplar distinto, indicando a existência de múltiplas versões originais.
Os resultados preliminares indicam que o Mapa de Popotla não é apenas um documento histórico, mas uma peça chave para entender as interações culturais entre indígenas e colonizadores. A equipe de Bueno aguarda ansiosamente os resultados das análises físicas que poderão esclarecer ainda mais a trajetória deste importante códice.
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