- Nos dois primeiros meses de 2026, a Receita Federal apreendeu 25 mil medicamentos ilegais usados para emagrecimento.
- Em Viracopos, no primeiro trimestre, quase uma tonelada de produtos irregulares para emagrecimento foi apreendida.
- Entre os itens está a retatrutida, medicamento experimental que promete perda rápida de peso e ainda não tem aprovação da Anvisa.
- A Sociedade Brasileira de Endocrinologia pediu à Anvisa que adote medidas para frear o avanço desse mercado ilegal, já que não há controle de origem, composição ou segurança sem aprovação.
- Dados mostram crescimento das apreensões: cerca de 2,7 mil em 2024, mais de 32 mil no ano passado e mais de 25 mil apenas no primeiro trimestre de 2026.
Nos dois primeiros meses de 2026, a Receita Federal apreendeu cerca de 25 mil medicamentos ilegais voltados ao emagrecimento em todo o país. As ações incluem fiscalização em pontos de entrada de encomendas internacionais e nos portos e aeroportos, como Viracopos, em São Paulo.
Entre os itens apreendidos está a retatrutida, medicamento experimental que promete rápida perda de peso. A substância não possui aprovação regulatória no Brasil, o que levanta preocupação sobre origem, composição e segurança dos produtos.
A atuação da Receita Federal ganhou apoio de entidades da área médica. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia pediu que a Anvisa intensifique medidas para conter a oferta do mercado ilegal, ressaltando a ausência de resultados de estudos que justifiquem o uso clínico.
Histórico recente aponta crescimento das apreensões. Em 2024, foram cerca de 2,7 mil unidades, em 2025 mais de 32 mil e, neste início de 2026, o ritmo já acumula mais de 25 mil unidades apreendidas, segundo informações oficiais.
Apreensões e contexto
Auditores fiscais destacam que a tendência de aumento pode levar o produto a figurar entre os itens mais apreendidos pela Receita, o que evidencia o impacto do comércio irregular de insumos para emagrecimento no mercado nacional.
Desdobramentos regulatórios
Especialistas ressaltam a necessidade de maior fiscalização e transparência sobre a procedência dos produtos, bem como de reforço em campanhas de orientação à população sobre riscos associados ao uso de substâncias não aprovadas.
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