- Em Golders Green, um ataque com faca ocorreu e, um minuto após o relato, um voluntário da Shomrim já estava no local ajudando a conter o agressor.
- A Shomrim, criada em 2009, mantém linha de emergência 24 horas, patrulhas e atua como elo entre a comunidade e a polícia.
- A organização aponta um aumento de cerca de 500 vezes nos incidentes antissemíticos desde 7 de outubro de 2023, após os ataques em Israel.
- Os voluntários dizem estar “muito estendidos” e sem financiamento governamental, pedindo apoio financeiro público para ampliar o serviço.
- O líder trabalhista Keir Starmer participou de uma rodada de discussões com a Shomrim e com o grupo de socorro Hatzola, abordando medidas contra o antisemitismo e propostas de proibição de certos grupos.
A região de Golders Green, em Londres, viveu mais uma ocorrência de violência antissemita nesta quarta-feira. Um homem foi abordado após denúncias de que corria com uma faca na Golders Green Road e Highfield Avenue, perseguiu pessoas e efetuou golpes. Um voluntário do grupo de segurança comunitária Shomrim chegou ao local em menos de um minuto e, ao lado da polícia, contornou o suspeito até a detenção. A atuação ocorreu poucas horas após incidentes anteriores na região.
O serviço de Shomrim, criado em 2009, opera 24 horas com uma linha de emergência e veículos de patrulha. Os voluntários costumam chegar antes da polícia, ajudam na coordenação com as autoridades e atuam como elo entre a comunidade local e as forças de segurança. O grupo atende a incidentes que vão de pessoas desaparecidas a ataques antissemíticos, e oferece treinamento de segurança à comunidade.
Ben Grossnass, morador de Golders Green e voluntário de 15 anos, afirma que o serviço é essencial para a região. A organização afirma estar hoje muito estendida e sem financiamento governamental direto, o que tem sido alvo de críticas de líderes locais. Keir Starmer participou de um encontro com Shomrim e outros respondentes de emergência na área, acompanhado da chefe de gabinete, Shabana Mahmood, e da deputada Sarah Sackman.
A declaração de liderança do partido, no entanto, não alterou a percepção de que o apoio financeiro é insuficiente. Grossnass ressaltou que o aumento de incidentes antissemitas desde outubro de 2023 permanece sem solução financeira estável. A organização pediu que o Governo amplie o financiamento para apoiar a segurança comunitária e operações de resposta rápida.
Shomrim também envolve a comunidade em ações de rotina e reforça a cooperação com a polícia. EmGolders Green, a presença visível dos voluntários tornou-se uma referência para moradores e visitantes, sobretudo após ataques recentes. Bak, outro voluntário, reforça que a atuação arriscada faz parte do compromisso com a proteção da comunidade.
O episódio de quarta-feira ocorreu após explosões na madrugada de 1,30, segundo relatos de Grossnass, que ressalta uma sequência de ataques desde outubro de 2023. Ele descreve que a organização está preparada para responder a emergências, independentemente do horário, sem demonstrar receio em situações perigosas.
Grassnass destacou a importância de que pessoas comuns também se manifestem contra hostilidade antissemita, citando um incidente recente em Slough. O apelo é para que a sociedade não permaneça em silêncio diante de agressões, incentivando denúncias e apoio direto às vítimas.
Contexto da atuação de Shomrim
O grupo funciona com patrulhas próprias e uma rede de parcerias com as autoridades. Em incidentes críticos, a resposta rápida dos voluntários ajuda a conter situações até a chegada da polícia. A organização defende a expansão de treinamentos e recursos para ampliar a atuação.
Desdobramentos locais
Autarquias e lideranças políticas discutem medidas de segurança pública e ações contra a violência antissemita. A presença de figuras nacionais na região busca sinalizar apoio, ao mesmo tempo em que destacam a necessidade de financiamento estável para serviços de resposta rápida.
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