- Alastair Bowerman foi condenado a pagar cerca de £875 mil em custos legais após contestar, sem sucesso, os testamentos dos pais em um disputa familiar marcada por décadas, com atraso processual considerado.
- O caso envolveu testamentos de 1999 de John e Jean Bowerman, que alteraram a partilha entre três irmãos; Ben ficou com a fazenda Godlingston Manor e ativos relacionados à água mineral.
- O tribunal reconheceu que o pai tinha capacidade testamentária deficiente no momento da assinatura da testação de 1999, devido a um episódio grave de insucesso cardíaco, mas alegações foram julgadas como adiadas por muito tempo.
- Alegações de influência indevida da mãe Jean foram rejeitadas; não houve provas suficientes de coação ou pressão no momento da decisão.
- Os custos totais já superam o valor da herança; Bowerman deverá também pagar £475 mil como pagamento intermediário, em meio a tensões familiares que tiveram desdobramentos, incluindo um caso de arson envolvendo Bowerman em 2015.
Alastair Bowerman, ex-patrão da Dorset Cider, foi condenado a pagar cerca de £875 mil em custos legais após não obter sucesso na contestação aos testamentos dos pais. O High Court reconheceu que o pai, John Bowerman, pode ter tido capacidade testamentária reduzida ao assinar um testamento em 1999, mas considerou que a ação foi apresentada com atraso significativo.
A disputa envolve a família Bowerman e o patrimônio ligado à Godlingston Manor Farm, na Ilha de Purbeck. A contenda afetou também os negócios da família, incluindo uma operação de água mineral natural associada à propriedade.
O litígio centrou-se em testamentos redigidos em 1999, que substituíram documentos de 1988. A decisão afirmou que, segundo Banks v Goodfellow, John Bowerman sofria de uma grave indisposição cardiaca e dificuldades de comunicação no momento da assinatura, o que comprometia a validade do testamento.
Apesar desses pontos, a corte considerou o argumento de Bowerman de que houve atraso processual decisivo: a ação foi movida após mais de 18 anos, mesmo tendo conhecimento do conteúdo dos testamentos pouco depois de sua elaboração. Uma reunião de 2004 foi citada, na qual Bowerman indicou não pretender contestar o testamento.
Bowerman também alegou influência indevida de sua mãe, Jean, na criação do testamento de 1999. A alegação foi rejeitada: o tribunal entendeu que Jean conhecia e aprovava o teor do documento, e que anotações posteriores não comprovaram coação no momento da decisão.
Conflitos familiares se agravaram com o tempo. O Telegraph relata que a relação entre os irmãos se deteriorou após a morte dos pais e menciona uma condenação de Bowerman por incêndio criminoso em 2015, envolvendo o carro de Ben Bowerman, o que resultou em uma ordem de restrição contra Bowerman. O tribunal também indicou que os custos totais já superam o valor da própria herança; Bowerman foi obrigado a pagar £475 mil como pagamento intermediário aos irmãos e à administradora da herança de Jean Bowerman.
Para o setor de bebidas, o caso fica marcado pela sua dimensão financeira: a disputa de herança gerou custos extensos que chegaram a superar o valor estimado do patrimônio, encerrando um capítulo de uma dinastia agrícola e de bebidas da região.
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