- Casamento em Campinas, SP, terminou em feminicídio após uma confraternização entre a mulher de 34 anos e o guarda municipal de 55 anos.
- Daniel Barbosa Marinho, que atua como Guarda Civil Municipal há 22 anos, foi preso em flagrante pelo crime.
- A discussão evoluiu para agressões físicas e, segundo testemunhas, ele retornou ao local e efetuou disparos com arma funcional.
- A arma de fogo e munições foram apreendidas pela polícia; o caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia da Mulher de Campinas.
- O episódio ocorre em meio a alta violência de gênero em São Paulo, que registrou 86 feminicídios no primeiro trimestre de 2026, o maior da série histórica para o período.
O casamento de Nájylla Duenas Nascimento, 34 anos, com Daniel Barbosa Marinho, 55, terminou em feminicídio em Campinas, interior de São Paulo. A cerimônia ocorreu em uma residência no sábado (9). O desentendimento começou dentro da casa e evoluiu para violência física e uso de arma.
De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito é o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, que foi preso em flagrante por feminicídio. A vítima sofreu disparos com a arma funcional do próprio marido, segundo apurações preliminares.
Testemunhas relataram que o agressor retornou ao local após deixar o imóvel e atirou contra Nájylla novamente. A polícia apreendeu a arma de fogo e munições na sequência, e o caso foi registrado pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas.
Daniel Barbosa Marinho trabalha como Guarda Civil Municipal em Campinas há pelo menos 22 anos. O agente foi encaminhado à cadeia pública do 2º Distrito Policial, onde permanece à disposição da Justiça. A corporação também acompanhará o desdobramento administrativo.
O caso ocorre em meio a um período de alta violência de gênero em São Paulo. Dados apontam 86 feminicídios no primeiro trimestre de 2026 no estado, o maior registro para o período na série histórica, com aumento de 41% ante o mesmo intervalo do ano anterior. Em nível nacional, o primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal desde 2015, com uma vítima a cada cinco horas.
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