- Caso da soldada Gisele Alves Santana entra em nova fase; decisão envolve a filha dela, de sete anos.
- A Justiça de São Paulo iniciou a fase de instrução do processo que pode levar o marido, coronel Geraldo Leite Rosa Neto, a júri popular por feminicídio.
- A filha de sete anos será ouvida em depoimento especial, entre 29 de junho e 3 de junho, com acompanhamento técnico para evitar revitimização.
- Cerca de quarenta testemunhas devem ser ouvidas, incluindo familiares, amigos, o próprio coronel, peritos e policiais.
- A juíza rejeitou o pedido de absolvição sumária do acusado e também não anulou elementos do Inquérito Policial Militar.
O caso da soldado Gisele Alves Santana entra em uma nova fase. A Justiça de São Paulo abriu a fase de instrução do processo que pode levar o marido dela, o coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, a júri popular pela morte de Gisele em um apartamento na capital paulista.
A vítima tinha 38 anos e foi morta no dia 18 de fevereiro. A defesa do tenente-coronel Neto alega que houve suicídio induzido por fim de casamento, mas as investigações apontam que ele cometeu feminicídio. O inquérito militar tramita paralelamente ao processo civil.
A audiência envolve depoimentos de dezenas de testemunhas, entre familiares, amigos, peritos e policiais. A filha de sete anos de Gisele está entre as pessoas a ser ouvidas em depoimento especial, com proteção e acompanhamento técnico para evitar revitimização. A oitiva está marcada para ocorrer entre 29 de junho e 3 de junho, ao longo de cinco dias.
Procedimento e próximos passos
A fase de instrução é decisiva, pois reúne depoimentos, confronta versões e produz provas para indicar se há elementos para levar o acusado a julgamento. Ao final, caberá ao juiz decidir se o caso vai a júri popular ou se há fundamentos para outra providência.
Decisão da Justiça até aqui
A defesa pediu absolvição sumária do tenente-coronel Neto, pedido rejeitado pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro. A magistrada destacou que a inocência só pode ser avaliada após análise aprofundada das provas. Também rejeitou a invalidação de elementos do Inquérito Policial Militar, mantendo o viável uso dessas informações para fundamentar a denúncia.
A avó materna de Gisele confirmou que a menina chegou à casa dos avós abatida, após contato com o pai e antes do crime, relatando medo das brigas com o padrasto. O caso segue aguardando as próximas audiências para esclarecer as circunstâncias da morte.
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