- O Group-IB identificou cerca de 4,3 mil domínios fraudulentos que imitam sites oficiais da FIFA desde agosto de 2025, com centenas já ativos.
- Os golpes simulam a venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, cujos jogos acontecem entre 11 de junho e 19 de julho; as entradas deveriam ser vendidas apenas pela FIFA.
- As páginas falsas coletam dados cadastrais e bancários e chegam a realizar pagamentos, gerando perdas financeiras estimadas entre US$ 71 e US$ 474 milhões.
- Além de ingressos, há golpes relacionados a cadastros falsos, venda de produtos piratas, plataformas de streaming inexistentes e sites de apostas suspeitos, espalhados por Facebook, WhatsApp e Telegram.
- Anúncios fraudulentos aparecem até em mecanismos de busca como o Google; a solução depende de cooperação entre provedores, plataformas digitais e autoridades.
A Copa do Mundo de 2026 enfrenta uma onda de golpes digitais que simulam sites oficiais da FIFA para roubar dados e dinheiro de torcedores. Pesquisadores do laboratório Group-IB identificaram páginas falsas que imitavam o sistema de compra de ingressos e realizavam phishing.
Esses golpes têm relação com ao menos quatro grupos criminosos do setor de cibercrime, incluindo a ferramenta Ghost Stadium, de origem chinesa. O objetivo é coletar informações cadastrais e bancárias, além de efetuar pagamentos falsos pelos ingressos.
Alcance e formato dos golpes
Entre agosto de 2025 e junho de 2026, foram detectados cerca de 4,3 mil domínios fraudulentos que imitam sites oficiais da FIFA. Parte deles já operava ativamente; outros aguardavam a proximidade da competição para ganhar força.
As páginas falsas simulam serviços de reserva e compra de ingressos para partidas entre 11 de junho e 19 de julho, em estádios no México, Canadá e EUA. A FIFA mantém a venda apenas por canais oficiais.
Como atuam e os prejuízos possíveis
Os sites que clonam a experiência legítima induzem usuários a inserir dados pessoais e financeiros, com o pagamento efetuado pelos ingressos falsos. As perdas potenciais em golpes de venda de ingressos e hospedagem variam entre US$ 71 milhões e US$ 474 milhões.
Outros golpes identificados incluem cadastros falsos, venda de produtos piratas, plataformas de streaming inexistentes e sites de apostas duvidosos. A divulgação ocorre por meio de anúncios e perfis falsos em redes sociais.
Disseminação e alcance
Anúncios falsos e perfis fraudulentos se espalham pelo Facebook, WhatsApp e Telegram, com traduções para diversos idiomas, ampliando o alcance. Em alguns casos, mecanismos de busca também exibiam anúncios dessas páginas no topo de resultados.
Profissionais do Group-IB ressaltam que o problema exige cooperação entre diferentes setores. A solução envolve arquitetura coordenada entre empresas de hospedagem, plataformas digitais e autoridades de segurança.
O que esperar e medidas recomendadas
Especialistas orientam que torcedores comprem ingressos apenas por canais oficiais da FIFA e fiquem atentos a sinais de phishing, como pedidos de dados sensíveis em sites que não correspondem às entradas. Verificações de segurança e uso de autenticação ajudam a reduzir o risco.
O Group-IB destaca que, diante da magnitude do golpe, não é viável enfrentar o problema isoladamente. A prevenção passa pela colaboração entre setor privado, plataformas digitais e forças de segurança para desmantelar o esquema.
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