- HarmonyOS 7 apresenta o Intelligent Agent Framework 2.0, reestruturando o sistema em torno de um modelo de “intento como serviço”, com Xiaoyi como agente de nível de sistema e integração com mais de dois mil agentes de IA de terceiros.
- O destaque é o openPangu 2.0, com 505 bilhões de parâmetros na versão Pro e 92 bilhões na versão Flash, ambos com janelas de contexto de 512 mil; modelos on-device de 30 bilhões devem chegar aos chips Kirin até o outono de 2026.
- A Huawei afirma taxa de execução de tarefas acima de 90%, cifra não verificada de forma independente.
- Em China, HarmonyOS detinha 19% do mercado de sistemas de smartphones no 1º trimestre de 2026, contra iOS com 16% e Android com 65%; a plataforma já havia superado o iOS no 2º trimestre de 2025, segundo a Counterpoint Research.
- O HarmonyOS 7 ainda está em beta para desenvolvedores, com lançamento estável esperado neste outono; o ecossistema chinês conta com mais de 400 mil aplicativos e serviços.
HarmonyOS 7 fecha a lacuna de IA deixada pela Apple na China. Em Dongguan, quatro dias após a Apple confirmar que a Siri AI não seria lançada na China, a Huawei apresentou o HarmonyOS 7 como início da Era do Agente.
O principal destaque é o HarmonyOS Intelligent Agent Framework 2.0, que reorganiza o sistema em torno de um modelo de “intenção como serviço”, reduzindo várias etapas de navegação a um único comando em linguagem natural. Xiaoyi, assistente da Huawei, ganhou status de agente inteligente de nível de sistema, controlando mais de 2.100 capacidades e coordenando mais de 2.000 agentes AI de terceiros.
Richard Yu, presidente da Huawei Consumer Business Group, sinalizou a mudança como ponto de inflexão geracional: crescimento de HarmonyOS desde 2019, apps nativos desde 2023 e entrada na Era do Agente em 2026. A base de código openPangu 2.0 sustenta o conjunto, com 505 bilhões de parâmetros no modo Pro e 92 bilhões no Flash, ambos com janelas de contexto de 512K.
Os modelos no dispositivo chegam a 30 bilhões de parâmetros, com previsão de suporte nos chips Kirin ainda neste outono de 2026. A Huawei afirma ganho de performance acima de 15% em relação ao HarmonyOS 6.1, com taxas de execução de tarefas acima de 90%, segundo benchmarks da fabricante ainda não verificados por terceiros.
Posição de mercado e estratégia
Os números apresentados na HDC 2026 indicam uma mudança já consolidada. No 1T de 2026, HarmonyOS respondia por 19% do mercado chinês de OS para smartphones, frente a 16% do iOS e 65% de Android. A Huawei já havia ultrapassado o iOS pela primeira vez no segundo trimestre de 2025, segundo a Counterpoint Research.
Essa trajetória toma importância maior diante de um ecossistema local em que a China representa o espaço em que a Apple não atua com IA em nível nativo, enquanto a Huawei já opera com integração de serviços. A rede de agentes coordenada por Xiaoyi inclui parcerias com a Ctrip para viagens e a Ant Medical para análise de dados de saúde.
Limites da aposta
A HarmonyOS 7 ainda está em fase beta para desenvolvedores, com lançamento estável previsto para o outono. Os mais de 2 mil agentes AI estão integrados ao ecossistema de apps chinês, com mais de 400 mil aplicações e serviços disponíveis.
Apesar do avanço, o ecossistema da Huawei ainda não iguala o catálogo da App Store da Apple, e a internacionalização do HarmonyOS permanece como objetivo futuro. A linguagem visual segue o caminho da convergência, mesmo com arquiteturas distintas.
Contexto histórico
A HarmonyOS nasce por causa de sanções dos EUA, que cortaram o acesso da Huawei ao Google Android em 2019. Em janeiro de 2026, mais de 90% dos dispositivos Huawei rodavam a versão inteiramente própria. Essa independência é vista como vantagem estrutural no mercado onde a Apple não pode operar com a IA anunciada.
A narrativa mostra como sanções moldaram a plataforma e a regulação deu margem para o desenvolvimento.
Observação: informações de referência omitidas neste resumo permanecem sob credenciamento às fontes originais da Huawei e de analistas do setor.
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