- Lei Seca completa dezoito anos; entre 2010 e 2024 a taxa de óbito por álcool caiu 19,5%.
- Em 2024, mortes no trânsito por álcool chegaram a mais de 13 mil, alta de 6,2% em relação a 2023.
- Homens são 86,7% das vítimas e 81,5% das hospitalizações por álcool no trânsito; 2025 teve quase 103 mil internações.
- Motociclistas answer 40% das mortes no trânsito em 2023, segundo o levantamento.
- Dezoito estados ficam acima da média nacional na taxa de mortes por álcool; Espírito Santo, Pará e Acre concentram mais internações.
Em 18 anos de Lei Seca, a taxa de óbitos por álcool ao volante caiu 19,5%, segundo análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). A tolerância zero para a bebida na direção é o marco da legislação vigente no Brasil.
No entanto, a queda ganhou força menos nos últimos anos. Em 2024, o total de mortes no trânsito por álcool superou 13 mil, alta de 6,2% em relação a 2023. O dado aponta para uma desaceleração da redução observada desde a implementação da lei.
Os homens seguem representando a maioria das vítimas, com 86,7%, e correspondem a 81,5% das hospitalizações por álcool no trânsito. Em 2025, o Brasil teve quase 103 mil internações associadas ao álcool no trânsito, aumento de 1,9% frente a 2024.
Perfil das vítimas e impactos
O estudo do Cisa aponta que motociclistas são os mais afetados, respondendo por cerca de 40% das mortes no trânsito em 2023. A identificação ajuda a direcionar políticas de prevenção visando esse grupo.
A região também apresenta diferenças relevantes. Dezoito estados registraram taxas de mortes por álcool acima da média nacional, incluindo Tocantins, Piauí e Mato Grosso. Já Espírito Santo, Pará e Acre lideram em internações associadas ao álcool.
Desdobramentos regionais
A análise indica que áreas com maior incidência de acidentes com álcool concentram-se no Centro-Oeste e em parte do Norte. As autoridades destacam a necessidade de reforçar fiscalização, campanhas educativas e serviços de atendimento emergencial nessas regiões.
Estudiosos ressaltam que a continuidade da redução depende da eficácia das medidas de fiscalização e da atuação educativa. A publicação do Cisa reforça a importância de monitorar indicadores para ajustar políticas públicas.
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