A violência contra taxistas em Veracruz tem se intensificado, refletindo um cenário alarmante de extorsões e assassinatos. Recentemente, em Tuxpan, um taxista foi atacado a tiros. Ele sobreviveu ao primeiro ataque, mas foi assassinado no hospital por um criminoso que se disfarçou de familiar. O pai do taxista, que o acompanhava, também foi morto ao tentar proteger o filho.
Esse incidente se soma a uma série de assassinatos na região, incluindo o caso de Irma Hernández, uma taxista que foi sequestrada e assassinada por se recusar a pagar taxas à Mafia Veracruzana. O corpo de Irma foi encontrado em um rancho, e sua história expôs o terror enfrentado pelos motoristas. A situação é tão crítica que taxistas têm realizado protestos exigindo segurança e melhores salários.
A Mafia Veracruzana, ligada ao Cártel do Golfo, atua em várias cidades, extorquindo motoristas e comerciantes. Desde 2024, o grupo tem se envolvido em ataques e ameaças, especialmente em áreas de disputa territorial com o Cártel Jalisco Nova Geração. A governadora do estado, Rocío Nahle, e a presidente Claudia Sheinbaum têm enfrentado críticas pela forma como lidam com a violência, especialmente após a morte de Irma.
Os taxistas, temendo por suas vidas, têm se mobilizado em busca de justiça e melhores condições de trabalho. Durante as manifestações, motoristas expressaram seu desespero, afirmando que não vivem, mas apenas sobrevivem. A situação em Veracruz continua a ser uma preocupação crescente, com as autoridades lutando para conter a violência que afeta a classe trabalhadora.
Entre na conversa da comunidade