A disputa pelo governo de São Paulo em 2026 já está em pauta, com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e o ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) como possíveis candidatos. Até o momento, apenas França declarou publicamente sua intenção de concorrer, enquanto Alckmin e Haddad têm demonstrado desinteresse em se candidatar.
As articulações políticas envolvem a formação de uma chapa ampla, que incluiria dois candidatos ao Senado e uma indicação para a vice-governadoria. A situação do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é um fator crucial. Se Tarcísio optar pela reeleição, as chances da esquerda em São Paulo diminuem significativamente. A avaliação entre aliados de Lula é que, caso Tarcísio decida concorrer à Presidência, ele precisaria deixar o cargo com seis meses de antecedência, o que o tornaria vulnerável a pressões políticas.
Dentro do PT, há um consenso de que é necessário um candidato com reais chances de vitória, que também possa contribuir para a reeleição de Lula. O deputado Paulo Fiorilo (PT) destaca que a cabeça de chapa não precisa ser necessariamente do PT. Entre os arranjos discutidos, Alckmin poderia liderar a chapa, com um petista na vice e Haddad disputando o Senado ao lado de França.
Cenário Atual
A situação de Alckmin é complexa. Embora tenha sido governador por quatro mandatos, ele não demonstra entusiasmo em concorrer novamente. Atualmente, Alckmin se concentra em suas funções no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O PSB, por sua vez, acredita que um candidato socialista teria menos rejeição no interior do Estado, onde França já obteve 48,25% dos votos em sua última disputa.
A estratégia da esquerda também envolve a necessidade de unir forças para evitar a fragmentação de votos, especialmente diante do avanço do bolsonarismo. Os partidos estão atentos ao cenário eleitoral e planejam pesquisas para identificar o perfil mais viável para derrotar Tarcísio. A expectativa é que as chapas sejam formadas com base em critérios objetivos, priorizando a viabilidade eleitoral em vez de candidaturas meramente simbólicas.
Com a aproximação das eleições, a articulação entre os partidos da esquerda se intensifica, buscando um alinhamento que maximize suas chances de sucesso em um Estado onde a disputa é acirrada.
Entre na conversa da comunidade