Uma das maiores apreensões de dinheiro vivo da Operação Estafeta ocorreu em São Bernardo do Campo, onde o prefeito Marcelo Lima foi afastado devido a investigações sobre irregularidades em contratos da prefeitura com empresas de distribuição de medicamentos. O empresário Caio Fabbri, da Quality Medical, foi preso com R$ 1,16 milhão em dinheiro, sendo R$ 215 mil em sua residência e R$ 946 mil na sede da empresa.
Fabbri alegou que a quantia é resultado da venda de peças de carro, mas não apresentou comprovações documentais. Em depoimento à Polícia Federal, afirmou que o dinheiro foi acumulado ao longo de dois anos e que não possui recibos ou notas fiscais das transações. O empresário justificou que guarda o dinheiro em casa devido a reformas e pagamentos em espécie a pedreiros.
Acusações e Defesa
O empresário enfrenta acusações de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além disso, ele é réu em um processo de improbidade relacionado à Operação Prato Feito, que investiga desvios de verbas da merenda em três estados. A defesa de Fabbri, representada pelos advogados Wilton Luís da Silva Gomes e Beatriz Alaia Colin, afirma que ele sempre atuou de forma lícita e que a denúncia carece de evidências concretas.
Os advogados ressaltaram que a Quality Medical não possui contratos atuais com a prefeitura e que Fabbri não tem ligação com os envolvidos na Operação Estafeta. A defesa acredita que a Justiça irá absolver o empresário, destacando que a denúncia não apresenta atos ilícitos atribuíveis a ele.
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