A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o pedido de asilo na Argentina foi apenas uma “sugestão” e que ele não planejava deixar o Brasil. A declaração foi feita em resposta a investigações da Polícia Federal, que indiciou Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, por tentativas de obstruir processos judiciais relacionados a um suposto golpe de estado.
Os advogados de Bolsonaro têm até 20h34 desta sexta-feira, 22, para apresentar explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mensagens interceptadas que indicam um plano de pedido de asilo político. Uma minuta do pedido, encontrada no celular do ex-presidente, levanta novas questões sobre suas intenções. Segundo a defesa, a sugestão foi recebida em fevereiro de 2024, antes de quaisquer medidas cautelares serem impostas.
A minuta do pedido de asilo, que não estava assinada, foi associada a Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro. O documento, que continha um erro na grafia do nome do presidente argentino, Javier Milei, sugere um planejamento de fuga, especialmente após a apreensão do passaporte de Bolsonaro em uma operação da Polícia Federal em fevereiro do ano passado.
A investigação da PF concluiu que Bolsonaro e Eduardo cometeram crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 48 horas após a manifestação da defesa para se pronunciar sobre o caso. A pressão sobre a defesa de Bolsonaro aumenta à medida que novos detalhes surgem nas investigações, que apuram tentativas de interferência em ações judiciais.
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