Organizações de oposição na Nicarágua denunciaram a morte do opositor Mauricio Alonso Petri, encontrado sem vida sob custódia da Polícia Nacional. A detenção ocorreu em 18 de julho, e desde então, ele estava desaparecido. A União Democrática Renovadora (Unamos) afirmou que a prisão foi ordenada pelo presidente Daniel Ortega e pela vice-presidente Rosario Murillo.
Em comunicado, a Unamos expressou sua indignação, ressaltando que Alonso estava sob a responsabilidade do governo e que nenhuma informação sobre seu paradeiro havia sido divulgada. O Instituto La Segovia no Exílio Político também responsabilizou o regime, afirmando que Alonso e seu filho foram sequestrados, enquanto sua esposa foi libertada no mesmo dia da detenção.
A Unidade Nacional Azul e Branco, outro grupo opositor, exigiu provas de vida do filho de Alonso, que permanece desaparecido. A organização denunciou a morte de Alonso como mais um crime do governo, que já é alvo de críticas internacionais por sua repressão a opositores.
Até o momento, o governo nicaraguense não se manifestou oficialmente sobre o caso. A situação dos direitos humanos no país é alarmante, com pelo menos 54 dissidentes detidos até meados de julho, conforme dados da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
A crise política na Nicarágua se intensificou desde 2018, com protestos reprimidos e eleições contestadas em 2021, quando Ortega garantiu seu quinto mandato. Durante a celebração do 46º aniversário da Revolução Sandinista, o presidente declarou a necessidade de uma “vigilância revolucionária” contra os opositores, prometendo capturá-los e processá-los.
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