Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, permanece em prisão domiciliar desde 4 de agosto, enfrentando investigações sobre uma tentativa de golpe. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou reforço policial em sua residência, com medidas a serem implementadas “em tempo integral”.
O pedido de reforço foi motivado por novos descumprimentos das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento de Bolsonaro e outros réus do “núcleo crucial” da tentativa de golpe está agendado para o dia 2 de setembro. A PGR deve se manifestar sobre a manutenção da prisão domiciliar até 27 de setembro.
Recentemente, a Polícia Federal revelou um esboço de pedido de asilo político na Argentina, datado de fevereiro de 2024. O documento, que possui 33 páginas, foi associado a Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro. A defesa do ex-presidente negou que ele tenha considerado deixar o país, alegando que o documento não é contemporâneo ao momento em que Bolsonaro se tornou réu.
Além disso, a investigação da PF identificou novos descumprimentos das medidas cautelares. A avaliação no entorno de Bolsonaro sugere que não houve mudanças significativas nas provas, e a prisão preventiva em regime fechado poderia gerar uma tensão desnecessária.
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