O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana, onde será analisada sua suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Desde o início do mês, ele está em prisão domiciliar, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou o reforço em seu monitoramento devido ao risco de fuga.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que não tem planos de se candidatar em 2026 e minimizou os possíveis impactos sociais de uma eventual prisão de Bolsonaro. Em entrevista ao UOL, Haddad afirmou que não acredita em uma “convulsão social” no Brasil, caso isso ocorra. Ele comparou a situação de Bolsonaro à prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, ressaltando que Lula não mobilizou pressões sobre a justiça durante seu encarceramento.
Julgamento e Acusações
Bolsonaro e outros oito aliados, incluindo ex-ministros e generais, são acusados de planejar um golpe para manter o ex-presidente no poder. O julgamento, que se estenderá até o dia 12, será conduzido pela Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros. A decisão requer a maioria de três votos para ser aprovada, e os ministros podem solicitar mais tempo para análise do caso.
Haddad também enfatizou a importância da “reforma da renda” como prioridade em sua gestão, afirmando que essa iniciativa é crucial para enfrentar a desigualdade no país. Ele já comunicou sua decisão de não concorrer em 2026 à direção do PT, mas ainda não discutiu o assunto com Lula.
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