O Brasil anunciou, em Viena, a construção de sua última estação de radionuclídeos, que será instalada no Recife até 2026. Essa iniciativa visa completar a rede global de monitoramento de testes nucleares, que já conta com seis estações brasileiras para medições sísmicas, hidroacústicas e de infrassom.
A nova estação é crucial, pois detecta gases emitidos por explosões nucleares, mesmo em testes subterrâneos e submarinos. O país já possuía uma estação no Rio de Janeiro, mas a segunda, prevista para o Recife, enfrentou atrasos. O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM), Francisco Rondinelli Júnior, afirmou que a estação será construída no Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste, ligado ao CNEM.
Rondinelli Júnior destacou a importância de não ficar atrás de outros países na adesão ao Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT). A construção da estação já está em fase de licitação e deve ser finalizada em 2026, proporcionando dados essenciais não apenas sobre testes atômicos, mas também sobre fenômenos naturais e mudanças ambientais.
O secretário executivo do órgão que monitora o tratado, Robert Floyd, expressou otimismo com a construção da estação e ressaltou a necessidade de o Brasil incentivar outros países, especialmente aqueles do Brics, a ratificarem o CTBT. Atualmente, 187 países assinaram o tratado, mas apenas 178 o ratificaram. A efetivação do CTBT depende da ratificação de 44 Estados, dos quais seis ainda não o fizeram.
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