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Fux defende incompetência do STF para julgar casos da trama golpista

Ministro Luiz Fux vota pela nulidade do processo contra Jair Bolsonaro, questionando a competência do STF e o cerceamento da defesa

Ministro Luiz Fux abre o 4º dia de julgamento na Primeira Turma do STF (Foto: Reprodução)
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O julgamento da trama golpista de 8 de janeiro de 2023, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, gerou intensos debates no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quarta-feira, 10, o ministro Luiz Fux apresentou seu voto, defendendo a nulidade do processo por considerar que a Corte não possui competência para julgar os réus, que não têm prerrogativa de foro.

Fux argumentou que nenhum dos réus estava em exercício de cargo público no momento dos fatos, o que inviabiliza a tramitação na Corte. Ele destacou que a análise da competência é fundamental antes de qualquer denúncia e afirmou que a Primeira Turma não é a instância adequada para esse julgamento. O ministro enfatizou que a missão do STF é proteger a Constituição, não fazer juízo político.

Cerceamento da Defesa

O ministro também criticou o que chamou de cerceamento da defesa, mencionando a entrega desorganizada de provas pela Polícia Federal. Segundo Fux, a defesa não teve tempo suficiente para analisar os documentos, o que comprometeu o direito dos réus. Ele ressaltou que a acusação não conseguiu demonstrar a existência de um plano criminoso estável e que as condutas dos réus se assemelham mais a um concurso de pessoas do que a uma organização criminosa.

Fux defendeu que, caso o processo siga no STF, ele deve ser analisado pelo plenário completo, e não apenas pela Primeira Turma. Ele argumentou que a Constituição se refere ao plenário e que a análise restrita a uma das turmas silenciaria vozes importantes na Corte.

Implicações do Voto

O voto de Fux, que diverge do relator Alexandre de Moraes e do ministro Flávio Dino, gerou reações entre os advogados dos réus, que celebraram a posição do ministro. O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou que a análise de Fux trouxe alívio à defesa. A discussão sobre a competência do STF e os direitos dos réus continua a ser um tema central no julgamento, que promete desdobramentos significativos nas próximas sessões.

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