O Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, enfrenta um aumento preocupante na violência, especialmente à noite. Moradores e comerciantes relatam um crescimento nos assaltos e roubos, o que tem gerado um clima de insegurança na região, mesmo com a presença de policiamento.
Recentemente, foram apreendidos adolescentes envolvidos em atividades ilícitas na área. A presença do programa Segurança Presente, que patrulha a praça, não tem sido suficiente para inibir a criminalidade. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que, entre janeiro e julho, os assaltos a transeuntes aumentaram 14%, passando de 527 para 651 ocorrências. Já os roubos de celular cresceram 62%, saltando de 297 para 482 registros.
A situação tem levado estabelecimentos, como a Galeria Condor, a contratar segurança particular. Funcionários relatam que a clientela diminuiu, especialmente entre os idosos, que evitam frequentar a área após escurecer. Um comerciante comentou que a sensação de segurança melhorou temporariamente com o aumento do patrulhamento, mas a presença de usuários de drogas, incluindo muitos adolescentes, continua a ser uma preocupação.
Além disso, relatos de assaltos durante o dia são frequentes. Eduardo Lopes Pereira da Silva, de 80 anos, que vive nas imediações há mais de seis décadas, afirmou que agora evita o Largo do Machado à noite após ter sido assaltado três vezes. José Nunes, gerente de um bar na região, também mencionou que reduziu o horário de funcionamento devido à insegurança.
A Operação Segurança Presente, que atua na área, informou que o número de abordagens tem aumentado, com mais de duas mil ocorrências registradas de janeiro a agosto de 2025. Apesar dos esforços, a sensação de insegurança persiste entre os frequentadores e comerciantes do Largo do Machado.
Entre na conversa da comunidade