A deputada federal Erika Hilton protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Itaú Unibanco nesta quinta-feira, 19 de outubro. O pedido visa investigar as demissões de aproximadamente mil funcionários que atuavam em regime de teletrabalho ou híbrido. O banco justificou as dispensas com alegações de “baixa produtividade” e “inatividade digital”.
As demissões ocorreram sem aviso prévio e sem diálogo com os sindicatos, conforme relatado por trabalhadores. Muitos deles afirmam ter enfrentado jornadas exaustivas, incluindo trabalho em turnos de até sete dias consecutivos e até durante a madrugada. Essas práticas, segundo a deputada, violam direitos constitucionais, como o direito ao descanso e normas de saúde e segurança.
Além disso, há relatos de funcionários que, apesar de terem sido promovidos e reconhecidos por seu desempenho, foram demitidos sob a justificativa de baixa produtividade. A representação de Hilton destaca que o Itaú pode ter submetido seus colaboradores a condições de trabalho inadequadas, utilizando sistemas de vigilância digital de forma desproporcional. Isso poderia infringir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o direito à privacidade.
A deputada solicita que o MPT avalie se houve violação de direitos trabalhistas e constitucionais por parte do banco, enfatizando a necessidade de uma investigação minuciosa sobre as práticas adotadas pelo Itaú Unibanco em relação a seus funcionários.
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