O Tribunal Supremo da Georgia rejeitou a apelação da procuradora Fani Willis, que foi afastada do caso que investiga a suposta interferência de Donald Trump nas eleições de 2020 no estado. A decisão foi baseada em um suposto conflito de interesse, relacionado a uma relação romântica entre Willis e o fiscal especial Nathan Wade, contratado para liderar a investigação.
Trump comemorou a decisão, afirmando que o caso contra ele era “armação” e sugerindo que Willis deveria ser presa. Em 2023, a procuradoria de Fulton acusou Trump e mais de uma dúzia de aliados de tentarem reverter o resultado das eleições por meio de extorsão e atividades criminosas, sob a lei RICO da Georgia. O ex-presidente negou as acusações, alegando que eram motivadas politicamente.
A defesa de Trump argumentou que o afastamento de Willis prejudicou o andamento do processo. Após a decisão do Tribunal de Apelações, Willis solicitou ao Supremo da Georgia que revisasse o caso, afirmando que a decisão se baseava apenas em uma “aparência” de impropriedade, sem um conflito real. O Conselho de Fiscais da Georgia agora busca um substituto para continuar a investigação, mas não há previsão de quando isso ocorrerá.
As acusações contra Trump incluem tentativas de pressionar o secretário de Estado da Georgia, Brad Raffensperger, a encontrar votos a seu favor, além de tentativas de acessar máquinas de votação. Até o momento, quatro pessoas se declararam culpadas, enquanto outros 14, incluindo figuras proeminentes como Mark Meadows e Rudy Giuliani, ainda estão sob investigação.
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