O ex-número três do PSOE, José Luis Ábalos, e Santos Cerdán estão sob investigação por supostas irregularidades em contratos durante a pandemia. A Guarda Civil apresentou um relatório que valida a autenticidade de gravações essenciais para o caso, apesar de algumas inconsistências.
O juiz Leopoldo Puente, do Tribunal Supremo, rejeitou o pedido de libertação de Cerdán, reforçando a validade das gravações. Ambas as partes haviam questionado a autenticidade dos áudios, que supostamente revelam discussões sobre o suposto favorecimento em contratos e o recebimento de comissões. Ábalos afirmou que não se reconhece nas gravações e pediu garantias sobre sua fidelidade.
O relatório da Guarda Civil, elaborado por especialistas do Departamento de Engenharia Digital, analisou oito gravações, totalizando cerca de 16 horas. Os peritos não encontraram evidências de manipulação, embora tenham identificado algumas “incidências” que podem afetar a confiabilidade das gravações. As discrepâncias técnicas foram atribuídas a atualizações de sistema dos dispositivos utilizados.
O juiz destacou que as gravações foram encontradas durante uma busca na residência de Koldo García, ex-assessor de Ábalos, em fevereiro de 2024. A investigação se concentra na possível fraude na compra de máscaras por diversas administrações durante a crise sanitária. O magistrado enfatizou que as gravações não foram obtidas por meio de uma intervenção judicial, mas sim durante a busca, o que levanta questões sobre sua origem e autenticidade.
Os advogados de Cerdán planejam apresentar uma nova perícia que, segundo eles, confirmará suas suspeitas de manipulação das gravações. O juiz já havia validado as gravações em decisões anteriores, ressaltando que as circunstâncias de sua descoberta são significativas para o caso.
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