O presidente Donald Trump anunciou um novo acordo com a farmacêutica Merck, visando reduzir os preços de tratamentos de fertilidade nos Estados Unidos. O acordo, revelado durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval, promete descontos de até 84% em três medicamentos essenciais para fertilização in vitro (FIV), em troca de alívio nas tarifas que incidem sobre a indústria farmacêutica.
Com essa parceria, a Merck aumentará sua produção nos EUA e disponibilizará seu portfólio de terapias de fertilidade através da plataforma TrumpRX. O medicamento mais notável, o Gonal-f, é atualmente 700% mais caro nos EUA do que em outros países. Trump destacou que a medida busca tornar a FIV mais acessível, uma promessa que ele fez durante sua campanha.
Detalhes do Acordo
O acordo prevê que a Merck ofereça descontos significativos para os tratamentos, reduzindo o custo total em mais de US$ 2.000 por ciclo de FIV. O administrador do Centers for Medicare & Medicaid Services, Mehmet Oz, afirmou que essa redução poderá beneficiar muitos casais que enfrentam dificuldades financeiras para arcar com os altos custos dos tratamentos de fertilidade, que podem ultrapassar US$ 15.000 por ciclo.
Além disso, a Merck receberá um voucher de revisão prioritária para o medicamento Pergoveris, que ainda não foi aprovado nos EUA, mas já é utilizado em 74 países. Essa medida é parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump para tornar os tratamentos de saúde mais acessíveis, incluindo acordos anteriores com Pfizer e AstraZeneca para reduzir tarifas.
Incentivos à Produção Local
A Merck, que tem sua produção concentrada fora dos EUA, especialmente na Suíça, terá um incentivo para aumentar suas operações no país. O governo também planeja emitir orientações que permitirão que empregadores ofereçam benefícios de fertilidade como parte de suas coberturas de saúde, o que pode facilitar o acesso a tratamentos para mais americanos.
Trump, que se autodenomina o “pai da fertilização in vitro”, está buscando aumentar a conscientização sobre a FIV, mesmo diante de desafios políticos e sociais relacionados ao tema. A expectativa é que essas ações resultem em grávidas mais saudáveis e, consequentemente, em mais crianças nascidas nos EUA.
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