Para ampliar os serviços de saúde na Amazônia, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 232 milhões no Pará, por meio do Novo PAC. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha em Santarém, no último sábado, 25 de outubro. O pacote inclui a construção de duas policlínicas regionais, um Centro Especializado em Reabilitação (CER), 64 unidades básicas de saúde (UBS) e cinco centros de atenção psicossocial (CAPS), com foco em áreas historicamente desassistidas.
O investimento visa fortalecer a presença do SUS na região, proporcionando acesso a serviços de média e alta complexidade. Padilha ressaltou que o objetivo é levar médicos e enfermeiros para as comunidades ribeirinhas, além de implementar telemedicina. “Estamos levando o SUS para dentro da floresta”, afirmou o ministro.
Policlínicas e Saúde Mental
Entre os projetos destacados estão as policlínicas de Santarém e Monte Alegre, cada uma com R$ 30 milhões em investimentos. Essas unidades oferecerão consultas com especialistas e exames, reduzindo a sobrecarga nos hospitais regionais. Além disso, foi habilitado um Centro Especializado em Reabilitação, com um aporte de R$ 9,4 milhões, voltado para pessoas com deficiência e autismo.
Durante a visita, Padilha também inspecionou as obras do CAPS AD III, que estão 30% concluídas, e anunciou a construção de mais cinco CAPS na região Oeste do Pará, fortalecendo o cuidado com a saúde mental.
Iniciativas Sustentáveis
O ministro visitou a Comunidade Ribeirinha de Anã, onde foi revitalizada a UBS da Floresta, agora equipada com energia solar, internet via satélite e modernos equipamentos médicos. A iniciativa, que conta com a parceria de diversas instituições, beneficiará diretamente cerca de 10 mil pessoas e indiretamente mais de 30 mil.
Padilha também destacou a parceria com a Unimed de Santarém, que integra o programa Agora Tem Especialistas. Essa colaboração permitirá que hospitais privados ofereçam atendimento gratuito no SUS, ampliando o acesso a cirurgias e consultas. O ministro concluiu enfatizando a importância de construir um legado de saúde e sustentabilidade na Amazônia, especialmente à véspera da COP-30.
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