Pelo menos 64 pessoas morreram, incluindo policiais e criminosos, durante uma megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação, que visava prender integrantes do Comando Vermelho (CV), mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares e foi marcada por confrontos intensos, uso de drones e armamentos pesados.
A operação, chamada Contenção, é considerada uma das mais letais da história do estado, superando a chacina do Jacarezinho, que deixou 28 mortos em 2021. Durante os confrontos, o CV reagiu lançando bombas por meio de drones, provocando um clima de “estado de guerra” nas comunidades, com impactos diretos na rotina dos moradores. 48 escolas tiveram suas atividades afetadas e houve interferências na Linha Amarela do Metrô.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que a operação visa reafirmar o controle do Estado sobre as comunidades. Ele destacou que a ação é uma resposta ao crescente poder do crime organizado, que utiliza tecnologia de guerra. “Estamos atuando com força máxima e de forma integrada”, declarou Castro. Até o momento, foram apreendidos 31 fuzis e 81 criminosos foram presos.
Desdobramentos e Desafios
Victor Santos, secretário da Segurança Pública, ressaltou as dificuldades de patrulhamento em áreas com ocupação irregular e a necessidade de apoio federal. Ele descreveu a situação atual como narcoterrorismo, com criminosos utilizando tecnologias avançadas. O governo do Rio já havia solicitado ajuda federal em operações anteriores, mas o pedido foi negado.
A operação foi deflagrada após mais de um ano de investigações e contou com o apoio de promotores do Ministério Público Estadual. A mobilização incluiu agentes de diversas delegacias e unidades operacionais, além de recursos tecnológicos como drones, helicópteros e veículos blindados. A situação continua tensa, com a polícia em estado de alerta para possíveis retaliações.
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