O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na noite de quarta-feira, 29 de outubro, sobre a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que ocorreu mais de 24 horas antes. Em nota, Lula adotou um tom cauteloso e não criticou o governador Cláudio Castro. Ele destacou a necessidade de um trabalho coordenado entre as forças de segurança para combater o crime organizado.
A operação resultou em 113 prisões e 119 mortes, incluindo quatro policiais. Lula enfatizou que não se pode aceitar que o crime organizado continue a destruir famílias e espalhar violência. O presidente também mencionou a Operação Carbono Oculto, realizada pela Polícia Federal, que combate fraudes no setor de combustíveis, comparando-a à operação no Rio, que é considerada a mais letal da história do estado.
Medidas e Apoio à PEC da Segurança
Em sua declaração, Lula informou que se reuniu com ministros para discutir a situação e determinou que o ministro da Justiça e o diretor-geral da Polícia Federal fossem ao Rio para se encontrar com o governador. Ele reiterou a importância da aprovação da PEC da Segurança Pública, que visa garantir a atuação conjunta das diferentes forças policiais no combate às facções criminosas.
O presidente também ressaltou a necessidade de atingir a “espinha dorsal do tráfico” sem colocar em risco a vida de policiais, crianças e famílias inocentes. Ele afirmou que a luta contra o crime deve ser feita de forma estratégica e coordenada, para que as operações sejam eficazes e minimizem danos colaterais.
A declaração de Lula marca uma posição clara do governo federal em relação à segurança pública e ao combate ao crime organizado no Brasil, refletindo um esforço contínuo para integrar as ações de segurança em nível nacional.
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