O ex-deputado estadual e um dos fundadores do PT, Paulo Frateschi, foi morto a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, em um incidente ocorrido na Lapa, São Paulo. O ataque, que ocorreu na quinta-feira, 6 de novembro, foi supostamente motivado por um surto psicótico do filho. Durante a agressão, a mãe de Francisco também foi ferida ao tentar intervir, resultando em uma fratura no braço.
Frateschi, de 67 anos, foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que preservou o local do crime para perícia. Até o momento, não há informações detalhadas sobre as circunstâncias que levaram ao surto do agressor.
Trajetória de Luta
Paulo Frateschi teve uma trajetória marcada pela resistência à ditadura militar brasileira, tendo sido preso e torturado em 1969. Ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e organizou as caravanas de Lula em 2018, além de ter hospedado o ex-presidente em sua casa em Parati, no Rio de Janeiro.
Durante sua carreira política, Frateschi ocupou o cargo de secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Marta Suplicy e Fernando Haddad. Ele também enfrentou tragédias pessoais, perdendo dois filhos em acidentes de carro, o que marcou profundamente sua vida.
Reações e Homenagens
A morte de Frateschi gerou comoção entre os colegas de partido. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou seu pesar, destacando a coragem e a determinação de Frateschi na defesa da democracia. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também lamentou a perda, ressaltando o legado de luta por justiça e inclusão deixado por Frateschi.
Ambos manifestaram solidariedade à família e amigos, reconhecendo a lacuna que sua ausência deixará entre aqueles que compartilharam sua trajetória de vida e militância.
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