A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, solicitou reuniões com os ministros da Educação e das Infraestruturas para discutir atrasos na recuperação de escolas e na construção de novas habitações. A autarca, que lidera o movimento independente Setúbal de Volta, destacou a existência de 659 candidaturas de novas habitações que ainda não foram aprovadas, ressaltando que essas decisões não estão sob a alçada da Câmara Municipal.
Meira também propõe a prorrogação do prazo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já que não há recursos municipais para substituir os fundos que deveriam ser destinados à reabilitação de bairros sociais. Entre as prioridades do novo executivo estão a requalificação de escolas, como a Escola Secundária Du Bocage, e a resolução de um problema geológico na Arrábida. Um rochedo de mais de mil toneladas representa risco de derrocada e bloqueia a Estrada Nacional 379-1 há mais de dois anos.
Desafios do Novo Executivo
Na primeira reunião do novo executivo, foi aprovada a delegação de competências à presidente, uma decisão que contou com o apoio do Setúbal de Volta e do Chega, mas gerou críticas entre os vereadores do PS. O vereador socialista Fernando José expressou preocupações sobre a definição das competências da Câmara em áreas de contratação e prestação de serviços. Por outro lado, o vereador do Chega, António Cachaço, afirmou que o partido não pretende obstruir o executivo e que votará em prol dos interesses da população.
Com o Setúbal de Volta conquistando 29,91% dos votos nas eleições, o PS ficou em segundo lugar com 27,48%, ambos com quatro vereadores. O Chega obteve 18,07% e a CDU, 11,43%, com um vereador. As ações do novo governo municipal serão cruciais para enfrentar os desafios da habitação e infraestrutura na região.
Entre na conversa da comunidade