A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enfrenta um dilema significativo relacionado à tradição do sumô. Mulheres são proibidas de entrar no dohyo, o ringue sagrado, devido a crenças xintoístas que as consideram impuras. O governo ainda não decidiu se Takaichi poderá entrar no ringue para entregar um troféu durante o torneio que ocorre em Fukuoka, no sudoeste do país.
A expectativa cresce entre os fãs de sumô, que aguardam ansiosamente a decisão. O chefe de gabinete, Minoru Kihara, afirmou que a posição do governo será determinada com base na vontade da premiê, ressaltando a importância de respeitar as tradições do esporte. A questão ganhou notoriedade após incidentes passados, como o ocorrido em 2018, quando mulheres invadiram o ringue para prestar socorro a um político desmaiado, provocando controvérsias sobre a presença feminina no dohyo.
Debate sobre a Tradição
A proibição de mulheres no dohyo é uma prática antiga, mas tem sido questionada nos últimos anos. Em 2019, a Associação de Sumo formou um painel para avaliar essa restrição, mas ainda não chegou a uma conclusão. A presença de Takaichi no ringue seria um marco simbólico para os direitos das mulheres no Japão, além de beneficiar politicamente a primeira-ministra, que busca revitalizar seu partido.
Historicamente, alguns primeiros-ministros já entregaram troféus no sumô, mas a possibilidade de Takaichi fazer isso representa uma quebra de paradigmas. O cenário atual do sumô, que vive um renascimento após escândalos de bullying e violência, poderá ser impactado por essa decisão, que reflete a luta por igualdade e modernização nas tradições japonesas.
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