O Superior Tribunal de Justiça (STJ) sediau nesta terça-feira, em Brasília, o Encontro Nacional de Juízes e Juízas Negras e o Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo. O tema foi Vivências negras: Justiça, Identidade e Pertencimento no Sistema de Justiça, com foco em ações concretas para enfrentar o racismo no Judiciário.
O evento reuniu magistrados, promotores, defensores e advogados, com a expectativa de transformar diagnósticos em medidas práticas para reduzir desigualdades históricas. O objetivo foi ampliar a presença de pessoas negras em posições de decisão dentro do sistema de Justiça.
O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, cobrou ações efetivas além de diagnósticos. A cerimônia contou ainda com relatos de trajetórias individuais de magistrados negros e com falas sobre o papel da Constituição de 1988 na busca por igualdade de oportunidades.
Rede Nacional de Coletivos Negros das Carreiras Jurídicas
Foi lançada a Rede Nacional de Coletivos Negros das Carreiras Jurídicas, que reúne juízas e juízes negros para promover mudanças dentro das instituições. A ideia é atuar de forma coletiva para reduzir as desigualdades estruturais no Judiciário.
A juíza Adriana Cruz, do TRF-2, destacou que a equidade é uma busca coletiva e que a igualdade precisa se tornar realidade no sistema de Justiça, não apenas um objetivo. O diálogo entre diferentes segmentos reforçou a necessidade de ações contínuas.
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