Elon Musk liderou o programa Doge, criado para reduzir custos no governo federal. O projeto surgiu no início do segundo mandato de Donald Trump, com metas de eficiência e cortes de pessoal. A iniciativa ficou conhecida por atuar com equipes externas e metas ambiciosas.
Até maio, mais de 200 mil trabalhadores federais foram demitidos e cerca de 75 mil aceitaram buyouts. As estimativas de economia pública permaneceram não auditadas, o que gerou questionamentos sobre a veracidade dos números apresentados pelo grupo e por Musk.
O Doge foi formalmente encerrado oito meses antes de seu mandato acabar, após críticas e controvérsias. O desfecho ocorreu mesmo com a defesa de economia de bilhões de dólares, sem auditoria independente para confirmar os impactos.
Em podcast recente, Musk afirmou ter sido apenas um pouco bem-sucedido e disse que não lideraria o Doge novamente. O space entrepreneur destacou que seria melhor dedicar tempo às suas empresas, e não ao programa governamental.
O podcast foi conduzido por Katie Miller, figura de direita com atuação ligada ao grupo Doge, que integra a equipe de assessores. O episódio reforçou a visão de Musk de que o esforço político não teria dado certo a longo prazo.
Durante o período de atuação, o Doge provocou turbulência na máquina pública de Washington. Investidores reagiram de forma volátil, com as ações da empresa de Musk e de outras áreas ligadas ao grupo impactadas.
Entre os acontecimentos marcantes, houve incidentes em lojas da Tesla e ações que foram interpretadas como sintomas de distúrbios políticos. A administração pública federal, por sua vez, não teve auditorias independentes para confirmar as cifras declaradas.
Fontes próximas ao tema apontam que o Doge ainda moldou debates sobre eficiência orçamentária. Dados oficiais sobre o real ganho de produtividade acabaram não sendo publicados de forma transparente, segundo especialistas.
Em fevereiro, Musk acenou com símbolos de combate a gastos públicos, numa conferência conservadora. Ele afirmou ter barrado investimentos considerados ineficientes, sem detalhar números ou fontes verificáveis.
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