Fato: o PSB busca definir o futuro político de Geraldo Alckmin, hoje visto como possível candidato ao governo de São Paulo em cenários do PT. Jonas Donizette, ex-prefeito de Campinas e hoje líder do PSB na Alesp, é próximo de Alckmin, vice-presidente.
Donizette aponta uma composição desejada pelo PSB em São Paulo: três ministros na Câmara. Marcio França, da pasta do Empreendorismo, disputaria o governo; Haddad, da Fazenda, e Marina Silva, do Meio Ambiente, disputariam o Senado. Marina ainda negocia sua permanência no PSB ou retorno à Rede.
O deputado informou que a possibilidade de Marina mudar de sigla depende de pendências jurídicas. Se a candidatura ao Senado não sair, ela pode concorrer à Câmara. A leitura é de que o tempo para alinhavar a chapa depende de detalhes legais.
Donizette, ex-aliado de Alckmin, aposta que o atual governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, tentará a reeleição, não a presidencial. Ele afirma que a eleição presidencial será difícil, mas Lula ocupa o Planalto, diferente de 2022.
Para o parlamentar, Lula precisa reduzir a rejeição em parte da opinião pública. Em Campinas, durante o ciclo do tarifaço, pesquisas mostraram Lula e Tarcísio com avaliações semelhantes. Na prática, isso favoreceria o petista em determinado cenário.
O PSB também analisa o impacto de eventuais cenários com o senador Flávio Bolsonaro no pleito. Donizette acredita que Flávio não deve disputar; Ratinho Júnior surge como principal nome da oposição a Lula caso o quadro se ajuste.
Em uma leitura regional, Ratinho Júnior seria favorecido caso Moro deixe o Paraná, abrindo espaço para a construção de uma chapa estadual competitiva. Moro, hoje, é visto como pedra no caminho do governador paranaense.
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