O ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros integra a lista de dez condenados que receberam prisão domiciliar determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, após a fuga de Silvinei Vasques. A decisão decorre de uma investigação sobre golpe tentado, envolvendo condenados por desvios de conduta.
Ailton foi expulso do Exército em 2006 por decisão do Superior Tribunal Militar, que concluiu pela impossibilidade de sua permanência na caserna. A corte apontou um conjunto robusto de provas de condutas incompatíveis com a carreira de oficial.
Parte das acusações prescreveu, conforme o STM não analisou fatos anteriores a 1999. Ainda assim, o tribunal considerou episódios remanescentes na decisão de expulsão, incluindo desacato, e uma candidatura à Legislatura ainda na ativa.
Histórico no Exército
O STM citou episódios de abuso disciplinar, incluindo casos envolvendo agressões e condutas inadequadas. A mudança de patente ocorreu com a reforma: na época, Ailton era capitão; ao ser reformado, tornou-se major, conforme normas militares.
Reentrada no STF e a investigação Venire
Em 2023, Ailton voltou aos holofotes ao ser preso preventivamente na Operação Venire, que investiga fraudes em dados de vacinação contra a covid-19. Dados apreendidos mencionaram “tratativas de um golpe de Estado”.
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