Balendra Shah, conhecido como Balen, deixou de ser apenas vereador para se tornar peça central de uma aliança eleitoral em Nepal. Ele ingressou na Rastriya Swatantra Party (RSP) e, em acordo apresentado, pode tornar-se primeiro-ministro caso a RSP vença as eleições de 5 de março. A liderança da RSP seguirá com Rabi Lamichhane.
A parceria visa mobilizar o eleitorado jovem, especialmente após as manifestações de Gen Z que pressionaram reformas contra a corrupção. As ações culminaram na renúncia do então primeiro-ministro K P Sharma Oli. Analistas destacam estratégia para ampliar apoio entre jovens e insurgir o domínio de partidos tradicionais.
Contexto eleitoral e protagonismo jovem
As eleições parlamentares são disputadas entre a RSP e as grandes formações, como o UML e o Nepali Congress, que dividiram poder nos últimos três décadas. A comissão eleitoral estima quase 19 milhões de eleitores elegíveis, com quase um milhão de jovens acrescentados após os protestos.
Balen se tornou alvo de atenção pública após liderar, de forma não oficial, a movimentação entre jovens durante os protestos de setembro. Ele também participou da formação de um governo interino supervisionado pela ex-chefe de justiça Sushila Karki para conduzir o pleito. A expectativa é de que a aliança entre Balen e a RSP mude o equilíbrio político no país.
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