Marjorie Taylor Greene afirmou ser “naiva” por acreditar que Donald Trump era um homem do povo. A declaração veio em uma entrevista extensa ao New York Times, publicada dias antes de ela deixar o cargo de deputada pela Geórgia.
Greene detalha rompimentos com Trump ao longo dos anos, iniciados com divergências sobre a agenda do presidente e intensificados após casos envolvendo influenciadores conservadores. Ela cita episódios recentes como um memorial de Charlie Kirk e declarações de Trump sobre Kirk e o assassino dele como gatilhos para repensar seu posicionamento.
Ela descreve a mudança como amadurecimento pessoal, dizendo ter visto “o lado tóxico” da política e buscando se aproximar de uma fé cristã mais prática. Greene também aponta o impulso de dissoldar uma aliança com o que chama de cultura de não admitir erros.
Mudanças de postura e próximos passos
Segundo a entrevista, o ponto de ruptura ocorreu após a votação para liberar arquivos investigativos relacionados a Jeffrey Epstein. Greene afirma ter considerado que esses arquivos representam problemas sistêmicos em Washington e a relação entre elites e vítimas. A deputada relata ter conversado com vítimas e recebido apoio de Trump, o que a levou a reconhecer tensões com o Congresso e com lideranças do próprio partido.
Greene afirma que não mudou suas convicções, mas que ganhou profundidade e compreende melhor o funcionamento de Washington. Ela se descreve como uma figura agora “radicada” fora de qualquer domínio político tradicional, mantendo o foco em uma leitura diferente de prioridades para trabalhadores americanos.
Entre na conversa da comunidade