Britain’s media regulator Ofcom está sob pressão para abrir uma investigação sobre entrevista da GB News com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A reclamação aponta que a emissora não contestou informações apresentadas, consideradas enganosas ou imprecisas.
A entrevista, divulgada como resultado de um acordo com a apresentadora Bev Turner, ocorreu em novembro e teve Trump alegando que mudanças climáticas são uma farsa, além de afirmar que Londres tem áreas sem a presença policial e que haveria lei sharia na cidade. Críticos dizem que houve apoio velado às teses.
Entre os signatários das queixas estão o ex-diretor de padrões da Ofcom, Chris Banatvala, que afirmou ao Guardian não ter visto situação semelhante em uma emissora doméstica britânica. A Ofcom avalia pelo menos três queixas detalhadas, coassinadas por milhares de pessoas, sobre imparcialidade e veracidade.
A denúncia também questiona as declarações de Trump sobre energia, incluindo encargos regulatórios e impostos para exploração no Mar do Norte, além de afirmar que a energia eólica seria a mais cara. Pesquisas recentes indicam custos de geração de energia consistentes com dados oficiais.
Ocom uma das críticas, o LSE Greattham Institute aponta que a entrevista representou um caso de cooperação com a administração Trump para disseminar informações enganosas. Alegações sobre áreas com violência em Londres foram citadas sem reforço crítico por Turner.
Resultado de discussões internas, a Ofcom ainda não decidiu se abrirá uma investigação formal. Um porta-voz informou que a órgão está avaliando as reclamações contra suas regras, mas sem decisão tomada até o momento.
Contexto regulatório e reação
Especialistas e ex-funcionários argumentam que o caso testa limites da imparcialidade em broadcasters britânicos. Enquanto GB News tem se consolidado como palco para figuras da administração Trump, críticas apontam para a necessidade de fiscalização mais firme.
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