Joseph Tirrell, chefe de ética do Departamento de Justiça (DoJ), foi demitido sem explicação e ingressou com processado contra a instituição. A demissão foi assinada pela advogada-geral Pam Bondi, segundo registros. A cena é usada para discutir o clima de trabalho de carreira no DoJ.
Tirrell já havia treinado Bondi sobre as regras éticas do DoJ, com foco em conflitos de interesse e presentes. Em 11 de julho, ele descobriu a demissão por e-mail, recebido em conta pessoal, e confirmou a decisão com autoridades da pasta. A assessoria do DoJ confirmou a exoneração.
Entre as questões éticas que Tirrell acompanhava estavam presentes e presentes a você, como insígias de honra, cigarros e itens de organizações esportivas, além de presentes da FIFA relacionados à Copa do Mundo. A discussão sobre aceitar presentes ultrapassava normas simples, envolvendo a aparência de aceitá-los.
O episódio ocorre em meio a debates sobre a relação entre o DoJ e o governo, especialmente envolvendo a gestão anterior. Tirrell havia apoiado serviços jurídicos pro bono fornecidos por escritórios privados ao preparar a transição do governo, decisão considerada permitida pelas regras éticas do DoJ. O desfecho do caso inclui a ação judicial movida por Tirrell contra o DoJ.
A demissão de Tirrell integrada ao grupo de funcionários de carreira que perderam o emprego sem justificativa é citada por analistas como um sintoma de maior insegurança institucional. Profissionais que atuavam em casos do 6 de janeiro e agentes do FBI, entre outros, já teriam sido desligados sob o novo marco, alimentando temores de interferência política.
Tirrell descreve que, ao treinar Bondi, discutiu questões simples, como se seria adequado aceitar insígnias de subalternos, e que houve resistência interna a alguns limites éticos. Em determinado momento, houve divergências sobre manter ou devolver presentes oferecidos por entidades externas, com ações de exibição pública sendo consideradas para evitar ganho pessoal.
O conteúdo também revela tratativas internas sobre a eventual utilização de fundos de escritórios privados para contratação de advogados pro bono, ideia que, segundo Tirrell, seria incompatível com regras éticas e de conduta, gerando conflitos com clientes e com a prática jurídica. Um porta-voz do DoJ afirmou que nenhuma proposta nesse sentido está em estudo.
A demissão de Tirrell ocorre em um momento de intenso escrutínio sobre procedimentos éticos no DoJ, incluindo a atuação de oficiais ligados a investigações de alto perfil envolvendo o então governo. O caso de Tirrell ressalta a preocupação de funcionários de carreira com a independência da Justiça diante de pressões políticas.
O DoJ informou que a opinião de ética de carreira continua sendo consultada e não é suplantada por considerações políticas. Tirrell, ex-membro da equipe desde 2018, já atuou como oficial de ética no FBI antes de ingressar ao DoJ e liderou treinamentos e orientações para autoridades de alto escalão.
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