Terça-feira à noite, o governo dos EUA anunciou o cancelamento de até US$ 1,9 bilhão em financiamento para serviços de uso de substâncias e saúde mental, via a SAMHSA. A medida afeta até 2.800 beneficiários, segundo fontes próximas à pasta. Os recursos seriam distribuídos a organizações que atendem milhares de pessoas em tratamento, prevenção e recuperação.
A decisão, comunicada sem consulta prévia aos funcionários da SAMHSA, ocorre apenas uma semana após o fim de parte de verbas discricionárias do orçamento da agência. Organizações que trabalham na linha de frente dos cuidados relatam demissões imediatas e encerramento de programas.
O que está em jogo não são apenas números: o corte atinge ações de prevenção, distribuição de naloxona, apoio escolar a alunos, cuidado a gestantes com transtornos por uso de substâncias e programas de recuperação. A expectativa é de impactos diretos na continuidade de serviços que ajudam pessoas com dependência química e transtornos mentais.
Impacto para serviços
Especialistas ouvidos pelo Guardian destacam que a medida pode interromper atividades de prevenção e tratamento. Profissionais de saúde mental e dependência afirmam que muitos dependentes dependem dessas ações para acesso a cuidados, orientação e encaminhamentos.
Quem comenta também aponta que as estruturas que sofrerão com o corte incluem suporte em escolas, prevenção de uso entre menores e redes de atendimento a pessoas sem moradia, além de serviços de intervenção em overdose. A suspensão ocorre sem a participação do Congresso, segundo fontes.
A SAMHSA afirma que os recursos não mais alinhavam-se às prioridades da administração atual, conforme carta interna obtida. Ainda não houve resposta oficial da agência sobre possível comunicação prévia aos beneficiários ou sobre a continuidade de serviços.
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