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PGR defende arquivamento de ação contra autores da Vaza Toga e Tagliaferro

PGR defende arquivamento de ação de Letícia Sallorenzo contra Ágape, Vieira e Tagliaferro, alegando que danos à honra devem ser resolvidos por vias civis e criminais

Gonet defende que pedido de investigação contra autores da "Vaza Toga" seja arquivado pelo STF. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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A Procuradoria-Geral da República defendeu o arquivamento da ação movida pela jornalista Letícia Sallorenzo de Freitas contra os jornalistas David Ágape e Eli Vieira, autores da série Vaza Toga, e contra o ex-assessor Eduardo Tagliaferro. O objetivo é que o caso siga pelas vias ordinárias, não pela via do STF.

Segundo o PGR, os fatos relatados dizem respeito à honra individual de Letícia, cabendo medidas nos tribunais civis e criminais. O procurador-geral Paulo Gonet destacou que eventual dano à imagem pode ser reparado por ações específicas, sem intervenção da Suprema Corte.

Letícia alegou ter sido alvo de uma campanha difamatória sistemática para humilhação profissional. Ela pediu a condenação dos três por diversos crimes, entre eles calúnia, difamação, injúria, ameaça e cooptação de provas, além de suposta associação criminosa e violação de sigilo.

A defesa da jornalista apontou ataques que, segundo ela, teriam promovido desinformação sobre seu trabalho. Entre os relatos citados, estão postagens de Ágape e Vieira associando-a a conteúdos jornalísticos controversos.

Ainda conforme o caso, Letícia colaborou com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época comandado pelo ministro Alexandre de Moraes, apontando perfis e publicações que supostamente difundiam desinformação sobre o tribunal. O STF não foi envolvido pelas acusações que motivaram a queixa.

Vaza Toga: origem e desdobramentos

A série Vaza Toga envolve mensagens vazadas de ex-assessores de Moraes, com Eduardo Tagliaferro à frente da AEED, no TSE, entre 2022 e 2023. A Folha de S.Paulo noticiou conversas que sugerem uso não oficial do TSE para embasar investigações de desinformação.

Em 2024, Moraes abriu inquérito para apurar a origem do vazamento. Em 2025, publicações revelaram mensagens de Tagliaferro, em que ele afirma temer retaliação de Moraes. A Gazeta do Povo publicou trechos das comunicações em abril de 2025.

A segunda etapa da Vaza Toga, publicada em agosto de 2025 pela organização Civilization Works, traz dados apresentados por Ágape e Vieira sobre a suposta atuação da estrutura do TSE para apurar atos de 8 de janeiro de 2023. Tagliaferro tornou-se réu no STF por violação de sigilo e obstrução de justiça.

O ex-assessor deixou o Brasil e reside na Itália, alegando riscos por setores que denunciaram a atuação do então chefe. O governo brasileiro solicitou a extradição de Tagliaferro, com acompanhamento judicial na Itália.

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