Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PGR defende que Filipe Martins permaneça preso

PGR defende manutenção da prisão preventiva de Filipe Martins por descumprimento de medidas cautelares, destacando risco à ordem processual

Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins (à dir.) está preso por descumprir medidas cautelares
0:00
Carregando...
0:00

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a continuidade da prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu após Moraes determinar prazo para a PGR se posicionar sobre o pedido de soltura.

Gonet afirmou que o requerimento da defesa não apresentou fatos novos que justifiquem a soltura. Martins foi preso no dia 2 de janeiro por descumprir uma medida cautelar que proíbe uso de redes sociais, motivada por denúncia de um coronel da Aeronáutica que apontou visitas ao seu perfil no LinkedIn.

A defesa de Martins sustenta que não houve violação da ordem e apresentou relatório da Microsoft com histórico de logins na rede social. Os advogados argumentam que o último acesso registrado seria de 2024, o que, segundo eles, comprovaria o cumprimento da cautelar.

Gonet afirmou que os registros apresentados pela defesa não possuem idoneidade suficiente para afastar o descumprimento. O procurador-geral ressaltou ainda que a postura do ex-assessor demonstra desdém pelas determinações judiciais, mantendo a prisão como medida adequada para garantir a ordem processual.

A defesa de Martins reagiu, afirmando que o parecer gera perplexidade. O advogado Ricardo Scheicher contestou a validade de uma “mera captura de tela não verificável” para manter a segregação, alegando que documentos oficiais não foram submetidos a perícia suficiente.

Martins foi condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão pela participação em uma trama golpista. A prisão atual, no entanto, decorre do descumprimento de medidas cautelares, não da condenação em si, que ainda pode sofrer recursos até o trânsito em julgado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais