Lord Triesman, ex-ministro trabalhista e ex-presidente da FA, falece aos 82 anos
Triesman morreu na sexta-feira à noite, em casa, após uma trajetória pública marcada pela atuação no parlamento britânico e no futebol. A confirmação foi feita pelo Partido Trabalhista, que informou o falecimento de forma objetiva e respeitosa.
O político atuou como secretário-geral da Associação de Professores Universitários e da própria bancada trabalhista antes de ingressar no governo de Tony Blair, em 2004, no House of Lords. Também ocupou cargos no governo, incluindo ministro no Foreign Office e subsecretário de Estado de inovação, universidades e habilidades.
Ao longo da carreira, Triesman foi também líder trabalhista na Câmara dos Lordes e integrou comitês parlamentares de destaque. Segundo o Partido Trabalhista, ele manteve atuação ativa na Casa desde 2004 até o falecimento e serviu como Lorde no Ato da Rainha Elizabeth II entre 2004 e 2022.
Paralelamente, Triesman foi reconhecido pela militância desportiva: foi o primeiro patrono da Tottenham Hotspur Foundation e presidiu a Football Association, defendendo combate ao racismo no futebol e maior centralidade do futebol feminino. Também contribuiu para expor irregularidades em FIFA.
Em 2010, renunciou à presidência da FA após ter sido gravado em segredo fazendo acusações de suborno sobre candidaturas de países à Copa do Mundo masculina. A decisão levou a debates sobre ética e governança no esporte.
Reação e legado
Tony Blair elogiou Triesman como parte essencial do New Labour e amigo próximo, destacando seu compromisso com mudanças que pudessem melhorar a vida das pessoas. Angela Smith, líder trabalhista no House of Lords, ressaltou respeito, cortesia e espírito generoso.
Lorde David Triesman deixa a viúva Lucy e a filha Ilona. Houve também homenagens de outros dirigentes do Partido Trabalhista, que valorizaram a capacidade de trabalho e a dedicação do político ao serviço público, ao partido e ao futebol.
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