Nesta quarta-feira, 11, legisladores democratas acusaram a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, de conduzir um provável encobrimento dos arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein. A denúncia envolve edições nos documentos disponibilizados pelo Departamento de Justiça.
O processo ocorreu durante audiência no Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, com a presença de vítimas de Epstein, que morreu em prisão em 2019. O grupo questionou a gestão dos registros pelo DOJ e a divulgação seletiva de materiais.
Jamie Raskin, líder democrata, afirmou que apenas três dos milhões de documentos foram tornados públicos, sugerindo supressão de informações relevantes. A lei de transparência, aprovada sob pressão republicana, determinava divulgação total.
Contexto legislativo
Segundo a legislação, nomes e dados pessoais de vítimas deveriam permanecer sigilosos, mas não poderiam esconder envolvidos próximos a Epstein. A norma visava assegurar divulgação ampla, sem ocultar cúmplices.
Bondi defendeu a produção dos documentos, alegando revisão minuciosa por centenas de advogados. Disse que milhões de páginas passaram por revisão para cumprir a lei, e que possíveis erros seriam corrigidos mediante avaliação.
Defesas e desdobramentos
Democratas sustentam que o DOJ transformou adversários políticos de Trump em alvos de retaliação, num eventual uso político do processo. Não houve leitura de mudanças substanciais nos registros, segundo os opositores.
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