O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por não ter apresentado projetos ao Novo PAC voltados à prevenção de desastres e à urbanização. A cobrança foi feita em evento em Brasília, nesta sexta-feira.
Lula afirmou que a União liberou 3,5 bilhões de reais para Minas, mas o governo estadual não apresentou a documentação necessária para acessar os recursos. A declaração ocorreu em meio a fortes chuvas na Zona da Mata mineira.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o governo federal disponibilizou o montante via programa que funciona como vitrine do terceiro mandato do petista. Houve reconhecimento de ausência de projetos por parte do governo mineiro.
Contexto e números
Levantamento da Folha de S.Paulo mostra que Minas tem apenas 12 projetos de contenção em encostas em andamento, financiados pelo PAC 2012. Não há iniciativas estaduais ativas nesse tema há pelo menos três anos.
O jornal aponta ainda que não houve envio de recursos ao governo federal para obtenção de apoio neste sentido. Lula citou o histórico de descasos com áreas de grande vulnerabilidade, segundo ele, prejudicando moradores de baixa renda.
O presidente destacou que o Brasil tem aumentado investimentos em urbanização, saneamento e contenção de encostas. Alegou que ações focadas no povo são prioridade do governo federal, em contraste com descrédito de parte da população.
Lula afirmou não ter dívidas com bancos nem com a elite financeira. Em tom de campanha, disse que não deve nada a banqueiros ou grandes empresários, mas sim aos eleitores, reforçando o tom político de suas falas.
Agenda prevista
O presidente confirmou visitas a Juiz de Fora e Ubá, cidades atingidas por chuvas, neste sábado, 28. Ele deve se reunir com prefeitos de municípios da região durante a passagem.
Desde o início das chuvas, o governo federal destinou 5,4 milhões de reais para ações emergenciais em Minas Gerais. O total busca financiar medidas de resposta imediata aos desastres naturais.
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