O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira, 12, em Brasília, uma solenidade pelos 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados. O evento reuniu gestores, especialistas e representantes da Hemorrede Pública Nacional. O objetivo foi revisar avanços, desafios e próximos passos para ampliar a doação voluntária e a autossuficiência em hemoderivados.
A política estruturou o SINASAN e o SUS, promovendo um modelo público, universal e baseado na doação voluntária e não remunerada de sangue. O tom do encontro foi de balanço institucional e de alinhamento de estratégias para reforçar a segurança transfusional e o atendimento à população.
Marco para o SUS
Durante a solenidade, o ministro Alexandre Padilha reforçou que a política do sangue representa uma conquista histórica ligada à construção do SUS. Ele destacou a regulação, o controle sanitário e a defesa da saúde pública no país.
Padilha ressaltou o papel do SUS na organização da rede de saúde em um território continental. Segundo ele, o Brasil enfrenta o desafio de manter um sistema público universal para mais de 200 milhões de habitantes, com a maior rede pública de saúde do mundo.
Autossuficiência e inovação
O ministro apontou como metas fortalecer a hemorrede e avançar na produção nacional de hemoderivados. Ele afirmou que esse passo é essencial para a segurança e autonomia do país frente a necessidades de saúde.
O Secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, destacou a atualização tecnológica da política, com avanços em fatores recombinantes e na organização da produção de hemoderivados. A prioridade é ampliar a autonomia do SUS.
Participação e impactos
Entre os presentes estiveram a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados, Luciana Maria de Barros Carlos, e o diretor do DAET, Arthur Mello. Também estiveram membros da Fiocruz, da Opas e da Anvisa, entre outros representantes.
Ao longo de 25 anos, a Política Nacional de Sangue organizou a hemorrede pública, definiu normas de segurança transfusional e sustentou áreas como urgência, oncologia e atenção materno-infantil. O SINASAN é destacado como modelo federativo e contínuo.
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