O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o caso Master, o que pode tirar o magistrado do placar de votação sobre a soltura de Daniel Vorcaro. A decisão envolve a prisão preventiva do banqueiro e líder do Master, investigado em fraudes associadas ao grupo. A retirada de Toffoli abre espaço para a definição de votos.
A votação ficará a cargo da Segunda Turma do STF, em plenário virtual, com prazo de sexta-feira a próxima. Aliados de Vorcaro afirmam que, sem Toffoli, restariam quatro ministros para influenciar o resultado. Advogados do réu já buscaram contatos com os gabinetes dos ministros.
Para o cenário, a dissidência em favor da soltura seria esperada de um ministro de peso, como Gilmar Mendes, possivelmente seguido por Kassio Nunes Marques. Nesse cenário hipotético, relator André Mendonça manteria a prisão, com Luíz Fux podendo acompanhar. O empate favorecería Vorcaro.
A defesa sustenta que a delação premiada não está em pauta neste estágio e que não há denúncia formal ainda. O envio de eventual caso à primeira instância dependeria de novas apurações e do andamento processual nos tribunais superiores.
Entre aliados, persiste o questionamento sobre possíveis informações apreendidas em celulares próximos ao banqueiro, como o de Fabiano Zettel. A possibilidade de delação permanece no radar, mas não é apontada como linha principal da defesa.
Os advogados afirmam que o foco é manter a proteção processual de Vorcaro enquanto aguarda cenários de investigação e eventual denúncia, ainda em estágio embrionário. A defesa ressalta a necessidade de previsibilidade jurídica para o caso.
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