O julgamento da Segunda Turma do STF começou às 11h e pode levar à soltura dos suspeitos, caso haja empate. A decisão envolve a prisão de Daniel Vorcaro e mais três investigados, relacionada à terceira fase da Operação Compliance Zero.
Com Toffoli ausente por suspeição, votam apenas quatro ministros: Luiz Fux, Gilmar Mendes, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. A análise ocorre no plenário virtual até a semana que vem, sem deliberação com voto impresso.
Regra interna do STF indica que empates costumam favorecer o réu. Se as turmas não estiverem completas, o placar empatado tende a beneficiar o investigado.
Possibilidade de delação e cenários de voto
A Procuradoria-Geral da República negocia uma delação premiada com a defesa de Vorcaro, segundo a imprensa. As tratativas ainda são consideradas iniciais e não há confirmação de acordo.
Aliados de Vorcaro aguardam um possível empate. Há expectativa de que Mendonça e Fux votem pela prisão, enquanto Gilmar Mendes e Kassio Nunes se manifestem pela soltura, abrindo espaço para regime domiciliar.
No plenário virtual, cada ministro pode apresentar voto até o fim do julgamento ou apenas seguir o relator. Mendonça tem voto inicial previsto, abrindo o ritmo das votações.
Mendonça prendeu Vorcaro após identificar grupo no WhatsApp com auxiliares para perseguir desafetos, incluindo o jornalista Lauro Jardim, do O Globo. Detalhes são apurados pela PF.
Entre os auxiliares, conhecido como Sicário, havia atividades de hacking de sistemas oficiais para levantar informações de inimigos do banqueiro. Sicário foi preso, mas cometeu suicídio na carceragem de Belo Horizonte. A PF investiga o episódio, com quatro laudos periciais aguardados.
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