O relatório alternativo apresentado por interlocutores governistas na CPMI do INSS aponta o indiciamento de 201 pessoas, com destaque para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A peça vincula Bolsonaro a crimes como furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. A argumentação envolve supostos desvios de aposentados e pensionistas durante seu governo.
Segundo o documento, a falta de fiscalização e a ausência de medidas efetivas de controle teriam contribuído para o aumento de irregularidades. O material sustenta que denúncias de desvios não foram plenamente apuradas até o fim do mandato de Bolsonaro, em 2022, e aponta falhas de atuação do MPF e do governo.
Indiciamento de Flávio Bolsonaro e tramitação da peça
O relatório também sugere o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, pela acusação de organização criminosa. A identificação envolve relações de escritório de advocacia com indivíduos ligados ao INSS, segundo o documento.
A peça descreve vínculos entre uma sócia do escritório de Flávio Bolsonaro, Letícia Caetano dos Reis, e Alexandre Caetano dos Reis, que teria ligações com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O conteúdo, no entanto, funciona como instrumento simbólico no momento.
Caminho institucional e posição da defesa
Para avançar, é necessário que o relatório governista seja rejeitado pelo pleno da CPMI e que haja indicação de um novo relator pelo presidente da comissão, o senador Carlos Viana. Analistas avaliam ceticamente o desfecho, considerando o andamento da CPMI.
A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que as acusações refletem manobra para proteger o presidente Lula e o próprio filho. A assessoria sustenta que o relatório não passa de uma tentativa de desviar o foco das investigações.
O R7 entrou em contato com a defesa de Jair Bolsonaro, mas não obteve retorno até a publicação. O material permanece sob avaliação interna da CPMI, sem confirmação de atos adicionais até o momento.
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