A oposição anunciou que apresentará uma queixa-crime contra o ministro do STF Gilmar Mendes. O documento, ainda sem formato final, tem assinatura de 10 deputados e será encaminhado à PGR nesta sexta-feira (27). O alvo são acusações de vazamento de informações sigilosas.
O episódio ocorreu durante julgamento no STF sobre a prorrogação dos trabalhos da CPMI. A maioria, 8 a 2, derrubou a decisão de André Mendonça que buscava estender as investigações. Mendes afirmou que houve vazamento de dados sigilosos.
Segundo o ministro, o vazamento teria ocorrido durante o período em que documentos foram disponibilizados às investigações parlamentares. Mendes chamou o ato de crime coletivo, sem apresentar nomes de responsáveis.
Repercussão da oposição
Lideranças do PL cobraram nomes de quem vazou. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que o decano da Corte precisa apresentar provas, sob pena de ilação grave.
A oposição sustenta que não há só afirmação sem embasamento e pede que o STF apresente evidências. A posição é de que a acusação deve ser acompanhada de dados verificáveis.
Contexto recente
No início de fevereiro, documentos do celular do empresário Daniel Vorcaro vazaram para a imprensa, envolvendo conversas com a ex-noiva Martha Graeff. O tema ganhou contornos políticos relevantes para o debate público.
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